sexta-feira, 14 de junho de 2013

Da velocidade de hoje

De uma reunião sobre minha tese, parto pra um café, depois um sanduíche a ser comido no Jardim de Luxemburgo, onde o sol se esconde e depois foge, onde converso sobre o-que-há-de-novo pra ver em Paris, e falo sobre solidão e beleza, escutando sorrisos, em espanhol, português e francês, e então, parto de volta à escola, onde um folheto do novo livro de um autor por mim desconhecido me chama - Avant le genre - uma nova crítica aos fundamentalismos teóricos, dos usos e desusos das teorias de gênero, do universalismo tentador dos estudos queer, uma curiosidade, um pulo na biblioteca, onde tenho wifi livre e um mundo de livros, e um link para as primeiras quinze páginas de Emmanuel Désveaux, com uma angústia embutida de saber algo novo, e enfim a decisão de consumir o livro inteiro.